Artigos Técnicos
    ::  É um simples problema de Atuária, meu velho.
Autor: Jorge Pereira da Silva
    ::  Política e administração
Autor: Marco Maciel
    ::  Reforma ou retoques?
Autor: AFR Sergio Falconi
    ::  O processo administrativo disciplinar e as garantias constitucionais
Autor: AFR aposentado e advogado Célio de Lima Carvalho
    ::  A sonegação fiscal e a nota fiscal eletrônica
Autor: Clóvis Panzarini
    ::  O Promocat 2 e as tendências do 'management' no mundo
Autor: Lauro Kuester Marin
    ::  Um AFR no banco dos réus
Autor: AFR Antonio Carlos de Moura Campos
Assuntos Classistas
    :: E Viva a Democracia!
Autor:Antônio José de Paula Costa
    :: Crise no Judiciário
Autor:Paulo Barretto
    :: O que fazer das leis compradas?
Autor:Aloísio de Toledo César
    :: Direito Adquirido
Autor:José Etuley
Crônicas de AFRs
    ::  Viajar de Avião
Autor:Benedicto Ismael Camargo Dutra
    ::  Cuidado com a China ( I )
Autor:Antonio J. de P. Costa
    ::  Um mês sem o nosso amado Doutor Mário...
Autor:Graça Gonçalves
    ::  Essência e forma
Autor:Gilberto de Oliveira Guidon - Jaboticabal
    ::  Conversa Sideral
Autor:AFR Benvindo José Moreira
    ::  Ética Humana
Autor:Benedito Ismael Dutra
    ::  Praia, mar e mulher - ainda sem álcool
Autor:AFR Hailton Gomes - Capital

 

Um mês sem o nosso amado Doutor Mário...
Autor: Graça Gonçalves

Deus dotou o homem da capacidade incomensurável de superar as situações infinitamente adversas. Com certeza, o homem tem uma missão a cumprir. Nada existe por acaso. Do contrário, nada teria sentido.

Faz um mês que fomos todos nós chicoteados com a notícia do passamento prematuro do nosso querido Mário de Carvalho Neto. O amigo se fora repentinamente. A notícia nos levou a perplexidade e sem muitas opções ficamos por horas diante dos celulares e dos computadores numa oração muda pedindo ao todo poderoso que alguém nos dissesse que estávamos enganados, que o nosso amigo querido continuava entre nós.

Infelizmente esta notícia não veio e o pior foi confirmado. Ele havia silenciosamente, partido para o Oriente Eterno, deixando-nos desolados. Ai quantas saudades!

Durante o 7º Encontro de Corregedores quis eu prestar-lhe uma homenagem, entretanto, não imaginava o tamanho da minha fragilidade, até porque qualquer homenagem ao Doutor Mário é insuficiente para demonstrar a amizade, o carinho, o respeito, o amor que ele despertou em todos nós. Na realidade, foi Ele quem prestou a maior homenagem a nós do GT 18 e a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, trabalhando conosco, dividindo suas experiências na busca do ideal que abraçamos, por uma sociedade mais justa.

O Doutor Mário foi uma pessoa muito feliz, que se dedicou a sua família com muito amor, carinho e respeito. Fomos todos nós testemunhas do seu convívio com a Dona Dirce, da forma gentil e carinhosa com que nos falava dela e de suas filhas e netos.

A coisa pública ele abraçou com extrema responsabilidade e dedicação. Sabia, como ninguém ser um intelectual, um mestre, um poeta, um humorista, um homem bom, um homem puro, um buscador de idéias e um pregador das boas causas.

Ele partiu mas deixou brotar entre nós a sua semente de integridade na luta por um mundo melhor e mais justo. Ele partiu mas nos deixou o legado das idéias que lhe marcaram como homem, que incendiaram sua alma e o lançaram na ventura por um porvir melhor o que nos dá força para expandi-las, como forma de gratificar sua alma sedenta do bem.

Profissional capaz, sua competência permitiu um desempenho exemplar nas inúmeras missões que cumpriu ao longo de sua de carreira. Deixou o Doutor Mário, em todos nós, um enorme vazio pela perda precoce, irreparável e difícil de ser aceita.

Perdeu o Brasil um cidadão, na acepção mais ampla do termo, de conduta ilibada, dignidade e probidade comprovadas. Perdeu a família seu chefe querido, o marido e pai extremado. Perdemos nós o companheiro atento, o amigo certo, alguém que somava em todos os momentos.

Consola-nos a certeza de que esta perda tão sentida há de estimular, ainda mais, a nossa vontade de continuar lutando para bem cumprir essa missão desafiadora, cuja bandeira era por ele também erguida.

Não nos abateremos, pelo contrário, haveremos de buscar forças na sua lembrança para sentirmo-nos fortalecidos em nossa vocação de Corregedores, lutando em prol do cumprimento do dever, da competência profissional, da ética no serviço público e da credibilidade da sociedade na administração pública.

Disse o poeta que existem pessoas que entram na nossa vida e mesmo quando se vão deixam algo de si em nós. O Doutor Mário certamente deixou muito de si para nós, quer quando nos divertia com suas piadas, quer quando nos falava sério ajudando-nos a resolver problemas do nosso dia a dia.

O Doutor Mário, amou e foi amado, até o fim de sua fecunda e gloriosa vida. Viveu, morreu e renasceu para todo o sempre. Ele jamais será esquecido e permanecerá entre nós, porque os justos não morrem jamais.

Ao amigo dedicado e ao companheiro de longa caminhada, a minha singela homenagem, marcada pela dor e pela saudade.

Que Deus, na sua infinita bondade, o acolha e conforte seus entes queridos e a todos os seus amigos que também se sentem órfãos.

São Luis (MA), 01/10/06

Os artigos são de responsabilidade de seus autores e a sua publicação neste site não implica, necessariamente, em concordância da Diretoria da Afresp com os conceitos emitidos.

Proibida a reprodução de artigos sem autorização prévia por escrito da Afresp ou de seu autor.